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Artigo do blog

Vendas do setor crescem e uma proposta pode abrir mais R$ 75 bilhões para financiamento

O mercado da construção segue em alta e há uma mudança no radar que pode ampliar ainda mais o crédito. Explicamos o que já é realidade e o que ainda é só proposta.

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As vendas do setor da construção cresceram 5,3% no segundo trimestre, e a CBIC projeta uma alta de 1,2% para a construção em 2026. Além dos números, a entidade colocou na mesa uma proposta que chamou atenção: elevar de 80% para 90% a fatia da poupança obrigatoriamente destinada ao financiamento residencial. Na conta da CBIC, isso liberaria cerca de R$ 75 bilhões a mais para imóveis de até R$ 2,25 milhões.

Como a poupança vira financiamento

Para entender a proposta, vale saber de onde sai boa parte do dinheiro dos financiamentos. Uma fração do que está depositado na poupança é, por regra, direcionada ao crédito imobiliário. Hoje essa fatia é de 80%. Elevá-la para 90% significa, na prática, colocar mais dinheiro disponível para financiar a compra de imóveis, sem depender de nenhuma fonte nova. É por isso que o número impressiona: R$ 75 bilhões a mais seria um reforço grande de combustível para um mercado que já vem acelerando.

Por que isso importa para você

Mais crédito disponível tende a beneficiar os dois lados. Para quem compra, significa financiamento mais acessível. Para quem vende, significa mais gente apta a fechar negócio, ou seja, mais liquidez. Esse movimento conversa diretamente com o crédito imobiliário em alta que já observamos nos dados recentes.

O que é preciso ler com cuidado

Aqui vai o ponto mais importante desta matéria: essa mudança ainda é apenas uma proposta. Ela não está valendo, e propostas podem ser alteradas ou não avançar. Então o recado honesto é não tomar nenhuma decisão contando com um dinheiro que ainda não chegou. A boa notícia concreta é o setor vendendo mais e o crédito atual crescendo. A proposta é um cenário possível, que vale acompanhar, não uma certeza. No fim, o que move uma boa decisão não é a manchete, é o seu momento. Se você quer entender o que o cenário atual, e não o futuro incerto, significa para o seu caso, podemos olhar isso juntos. Fonte: CBIC, via InfoMoney.