← Conteúdos

Artigo do blog

Crédito imobiliário dispara quase 47% e abre espaço para comprar e vender

O crédito imobiliário cresceu 46,6% em agosto de 2026. Veja o que o avanço do financiamento significa para quem quer comprar ou vender um imóvel.

3

O financiamento com recursos da poupança cresce em ritmo forte em 2026. Para nós, é o dado que mais mexe com quem tem, ou quer, um imóvel.

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 16,97 bilhões em agosto, uma alta de 46,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). No acumulado de janeiro a agosto, o setor movimentou R$ 132,5 bilhões, 37,5% a mais que em igual período de 2025. O desempenho foi tão acima do esperado que a própria Abecip revisou para cima a sua projeção do ano: a estimativa de crescimento de 2026 subiu de 15% para 18%, o que representaria cerca de R$ 185 bilhões em financiamentos.

Por que destacamos esse número

De todos os indicadores do período, este é o mais estrutural. Crédito é o combustível do mercado imobiliário: é ele que transforma interesse em negócio fechado. Quando o financiamento cresce nesse ritmo, dois movimentos acontecem ao mesmo tempo. Mais pessoas conseguem comprar, o que aquece a demanda, e quem tem imóvel para vender encontra um mercado com mais liquidez, ou seja, mais compradores aptos a fechar. Para o proprietário, isso é uma boa notícia concreta: vender em um mercado com crédito abundante tende a ser mais rápido e menos desgastante. Para quem planeja o primeiro imóvel, significa portas mais abertas no banco do que em anos de crédito restrito.

O que ainda é preciso ler nas entrelinhas

Fazemos questão de um recado honesto. Esse crescimento acontece em um cenário de Selic em queda, com o mercado apostando em novos cortes. Mas o repasse da taxa básica para as taxas do financiamento é lento, algo entre quatro e cinco meses, segundo especialistas. Na prática, boa parte do efeito atual aparece mais na confiança do comprador do que na parcela que chega ao fim do mês. Traduzindo: a tendência é favorável e o movimento já começou, mas quem espera a "parcela ideal" cair da noite para o dia pode acabar perdendo o momento de maior disponibilidade de crédito. Em decisões de patrimônio, entender o tempo do mercado costuma valer tanto quanto entender o número. Se você pensa em comprar ou vender neste cenário, ajudamos você a ler o seu caso com dados, não com achismo. Fale com a gente. Fonte: Abecip, via CNN Brasil (30/09/2026).