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Artigo do blog

O aluguel está subindo menos, mas ainda sobe mais que a inflação

Depois de meses em desaceleração, o reajuste dos aluguéis perdeu força. Explicamos o que isso muda para quem aluga e para quem tem imóvel alugado.

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O aluguel teve a menor alta mensal desde abril, de 0,52%, no sexto mês seguido de desaceleração, segundo o Índice FipeZAP. No acumulado de 12 meses, porém, a alta ainda é de 9,13%, quase o dobro da inflação medida pelo IPCA no mesmo período.

Desacelerar não é cair

Vale uma distinção importante. Desaceleração não significa que o aluguel baixou: significa que ele continua subindo, só que num ritmo menor a cada mês. É como um carro que tira o pé do acelerador sem frear: ainda está andando para a frente, apenas mais devagar. Por isso os dois números convivem. No mês, o reajuste veio fraco, o que é um alívio. Em 12 meses, o acumulado ainda é alto, quase o dobro da inflação. Olhar só o dado do mês daria uma sensação de alívio maior do que o bolso realmente sente ao longo do ano.

Por que isso importa para você

Para quem aluga, o ritmo mais lento é bem-vindo, mas o acumulado do ano ainda pesa. É um bom momento para colocar na ponta do lápis quanto você já gasta em aluguel e comparar com o custo de começar a comprar, principalmente num cenário de crédito em alta. Para quem tem imóvel alugado, o recado é positivo de outra forma: mesmo desacelerando, o aluguel segue corrigindo acima da inflação, ou seja, a renda do seu imóvel continua ganhando poder de compra em termos reais.

O que é preciso ler com cuidado

Seis meses de desaceleração mostram uma tendência, mas não garantem que ela vá continuar nos próximos meses. E, como os demais índices, este é uma média nacional: o seu contrato e a sua região podem se comportar de forma diferente. Se você aluga e já pensou em parar de pagar o imóvel dos outros, podemos comparar com você o custo de continuar alugando e o de dar o primeiro passo. Sem pressa e com números na mesa. Fonte: Índice FipeZAP, via InfoMoney.